Be yourself; Everyone else is already taken.
— Oscar Wilde.
This is the first post on my new blog. I’m just getting this new blog going, so stay tuned for more. Subscribe below to get notified when I post new updates.
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This is an example post, originally published as part of Blogging University. Enroll in one of our ten programs, and start your blog right.
You’re going to publish a post today. Don’t worry about how your blog looks. Don’t worry if you haven’t given it a name yet, or you’re feeling overwhelmed. Just click the “New Post” button, and tell us why you’re here.
Why do this?
The post can be short or long, a personal intro to your life or a bloggy mission statement, a manifesto for the future or a simple outline of your the types of things you hope to publish.
To help you get started, here are a few questions:
You’re not locked into any of this; one of the wonderful things about blogs is how they constantly evolve as we learn, grow, and interact with one another — but it’s good to know where and why you started, and articulating your goals may just give you a few other post ideas.
Can’t think how to get started? Just write the first thing that pops into your head. Anne Lamott, author of a book on writing we love, says that you need to give yourself permission to write a “crappy first draft”. Anne makes a great point — just start writing, and worry about editing it later.
When you’re ready to publish, give your post three to five tags that describe your blog’s focus — writing, photography, fiction, parenting, food, cars, movies, sports, whatever. These tags will help others who care about your topics find you in the Reader. Make sure one of the tags is “zerotohero,” so other new bloggers can find you, too.

Embora eu não goste desse modelo, a resenha de hoje é misturada com a minha opinião sobre o livro, visto que mesmo que possua uma história, os poemas do livro não discorrem apenas sobre ela. Ou seja, o livro é composto por poemas soltos, mas que possuem algo em comum. Talvez isso seja uma característica da escrita da autora que é notória, porém acredito que esse detalhe tenha sido intencional e especial para a composição de cada texto.
Apesar de eu possuir mais apreço por poesia, a profundidade dos poemas me cativou. Posto que em cada página, eu encontrava algo que eu também compreendia e via. Por isso, afirmo que é extremamente fácil se compatibilizar com o livro, pois em vários momentos são citadas situações vividas por todos e de conhecimento geral, mas principalmente pelas e das mulheres.

O fato de ser dividido em seis partes torna muito mais fácil o entendimento dos poemas que virão a seguir, afinal cada poema tem um tema específico e que se encaixa com sua respectiva paragem. Ainda, por mais que eu tenha lido em e-book, a beleza da diagramação é explícita, uma vez que até a letra com que foi digitado, nos aproxima ainda mais dos sentimentos que poemas nos remetem (uma coisa meio antiga, como se fossem cartas, sabe?).
O livro é bem curtinho e rápido, e na minha mente, específico pra dias chuvosos e cinzas, onde você pode apreciar cada palavra com calma e coragem, sabendo que aquilo de fato veio de dentro de alguém.

Caso você queira saber mais sobre o livro ou sobre a autora, ela possui um site chamado Menina da Estrada, e você pode acessá-lo clicando aqui.
O e-book foi cedido em parceria com minha mais nova parceira Camila Honorato e eu espero que essa parceria continue rendendo frutos por muito tempo. Obrigada por confiar e acreditar em mim, Camila!
Quem me acompanha no instagram (@foradocontextoo), sabe que eu possuo destaques em que eu posto o que estou lendo conforme eu inicio os livros, ou seja, é possível saber todas as minhas leituras do ano. Porém, mesmo assim eu quis deixar registrado aqui quais foram as leituras de 2018 e, eu sei que estou um pouco atrasada, mas ainda acho que colocar um pouquinho do meu ano anterior aqui no blog continue sendo especial.
Embora eu tivesse metas literárias específicas, a maior e principal meta era ler 35 livros. Essa era a destaque, pois 2018 foi um ano de vários acontecimentos e novidades e, eu já sabia que seria difícil ler uma quantidade exorbitante (que eu costumava ler) e, estabelecendo uma meta, eu conseguiria cumprir por pura e espontânea pressão.



Foram 35 livros incríveis e completamente diferentes um dos outros e, é notório que eu li algumas coleções e continuações, mas o mais legal é que a maioria foi resenhada aqui no blog e você pode procurar os títulos digitando na barra de pesquisa lateral ou clicando em livros ali no topo do blog.
Esse ano, a meta é de 40 livros e estou feliz de já estar conseguindo cumprir a meta, porém eu sei que vou ter que correr um pouco, afinal já estamos em fevereiro e eu ainda não li tantos livros quanto li em janeiro de 2018. Por isso, se souberem de livros gostosos de ler e que não sejam tão pesados, me avisem aí nos comentários, pois estou disposta a comprar até em e-book para bater a meta de 40 livros de 2019.
Não esquece de me seguir e acompanhar os stories de leitura de 2019, entre outras coisas!

Resenha:
Katheryn e Austin se apaixonaram quando ainda estavam na faculdade e, desde então, o amor deles tem crescido com o tempo. Eles se encaixam tão bem que um não consegue imaginar como seria a vida sem o outro. Entretanto, como nem tudo é perfeito, eles ainda não possuem de fato uma família, afinal o que eles mais desejam é ter uma criança para completar a alegria de ambos.
O único problema é o azar horrível que os dois possuem no quesito gravidez. Afinal, após perderem a filha recém-nascida na sala de parto, a dor foi tão grande que foi preciso esperar um bom tempo antes de tentar novamente. E, quando finalmente voltaram a tentar, um terrível acidente acontece que separa o casal principal dessa história.
Ainda, como se não bastasse, pessoas secundárias tentam intervir constantemente no amor de Katheryn e Austin, fazendo os dois perderem a cabeça e tomarem atitudes drásticas. Atitudes essas que fazem com que o final seja um pouco isolado para um terceiro personagem.

Opinião:
Katheryn é uma mulher forte e destemida e, embora a história gire em torno desses dois amantes, sua força de vontade e fé se destacam. A história não possui um final de conto de fadas, possui um final realista e, de certa forma, triste. Mas a moral que ele carrega consigo é tão forte que nos faz questionar inúmeras coisas da nossa própria vida.
A única coisa que me deixou meio confusa foi a troca de narração de 1ª pessoa para 3ª em alguns capítulos. Eu não vi sentido para isso acontecer e, sinceramente, eu gostei muito mais da narração em 1ª. Principalmente por poder ler capítulos do ponto de vista do Austin e capítulos do ponto de vista da Katheryn.
De toda forma, o livro é bem curtinho e é possível ler em apenas um dia, principalmente se você está procurando leituras que não possuam tanta fantasia e que sejam diretas. Em algumas horas você terá lido e poderá bater sua meta de leitura mais rápido e com um livro bom.


O e-book foi cedido pela editora Sonho de Livro que eu mais uma vez tenho o imenso prazer de apresentar como minha parceira.
Caso você queira saber mais sobre a editora, basta clicar aqui e acessar os outros livros incríveis que ela publica.

Eu sei que desde o ano passado, o blog tem estado meio abandonado (pra ser exata, 3 meses de abandono). Entretanto, eu juro que todos os motivos que eu poderia dar são importantes, mas como eu sei que na altura do campeonato desculpas não vão recuperar os posts esquecidos, resolvi trazer um post que eu havia prometido trazer em 2018.
Como em 2018 não falei sobre ele, fiz algumas comparações: o planner de 2019 segue o mesmo estilo do de 2018, pois ambos são da Tillibra West Village. Ou seja, as diferenças deles são mínimas e os dois são bem simples, contendo apenas o necessário para que possamos ser mais organizadas no dia a dia.
Eu quis manter o mesmo modelo porque me adaptei facilmente ao estilo que ele possui e, provavelmente, irei continuar usando esse planner por vários anos.


Logo no início, temos um espaço para anotarmos o que quisermos, no meu caso, eu fiz uma página de metas que quero alcançar durante o ano. Logo em seguida, temos uma espécie de calendário anual, que nos permite anotar o que acontecerá de mais importante (ou o que quisermos) nos meses durante o ano. Você pode anotar aniversariantes do mês, compromissos mensais etc. Atualmente, estou anotando os trabalhos fotográficos que faço durante o mês.
Na página de metas eu quis fazer uma decoração simples, enquanto na outra eu ainda não sei muito bem o que fazer e, por isso, ela está em branco. Provavelmente, irei decorá-la conforme os meses forem acabando, dessa forma, eu não farei algo nos espaços que poderá causar arrependimento depois.


O planner é datado e com linhas, ou seja, diferente de um Bullet Journal, não é necessário criar tudo na sua agenda. Ele é dividido em planejamento mensal e semanal, nos dando uma visão maior do que acontecerá no mês e nos guiando pelo que acontecerá durante a semana, conforme seus compromissos.
Essas páginas são as que eu costumo decorar mais, entretanto como o espaço é pequeno, eu costumo usar adesivos prontos e post-its para deixar tudo bem clean e organizado. Como vocês poderão acompanhar no instagram do blog (@foradocontextoo), eu costumo fazer decorações simples e baseadas em uma única cor. Por isso, o mês de Janeiro está decorado com adesivos azuis e, o resto do mês continuará na mesma paleta.

No final, ele possui uma parte sobre anotações que permite que você anote o que quiser. Ano passado anotei os livros que li durante o ano, esse ano estou anotando e acompanhando minha vida financeira.
Você pode usar também para fazer testes de canetas, porque como vocês puderam ver, a gramatura das páginas é baixa, o que faz com que a maioria das tintas vazem para o outro lado da página.
Acho que uma outra forma de usar essas páginas é fazendo uma retrospectiva do ano… Marque o que aconteceu de mais importante durante o ano e no final junte tudo em uma única página com recortes e desenhos, talvez vire uma página bem legal.

No geral, os materiais de escrita que eu uso são esses da foto. Nada além disso e tomando todo o cuidado para não vazar para a próxima página, ou seja, é necessário ter uma escrita leve. Às vezes isso não é possível, eu entendo, mas é sempre bom ter um pouquinho de delicadeza.
Quanto às metas literárias, como não bati quase nenhuma em 2018, não quis me decepcionar esse ano de novo hahahah. Porém, eu quero muito saber a de vocês, então não deixem de me contar aí nos comentários suas metas e o que você irá fazer para se organizar em 2019!

Resenha:
Jackie Fierro tem 19 anos desde sempre e, até onde ela se lembra, sempre cuidou de uma loja de penhores em que tudo pode ser penhorado, até mesmo lágrimas. Afinal, na cidade onde tudo é possível e todas as teorias são reais, tudo tem seu devido valor. Entretanto, quando um homem de paletó bege com uma pasta de couro penhora um pedaço de papel e Jackie não consegue se livrar dele, ela percebe que nem sempre tudo pode ser aceito e que um simples pedaço de papel pode mudar sua vida inteira.
Do outro lado da cidade, uma mãe solteira e trabalhadora chamada Diane Crayton é a única que se lembra de um ex colega de trabalho que sumiu repentinamente e, enquanto tem que lidar com essa possível insensatez e loucura, ela também precisa lidar com o filho adolescente correndo atrás do pai que os havia abandonado anteriormente.
Por mais que o destino dessas duas mulheres pareçam completamente divergentes, as duas vão precisar trabalhar junto para pode descobrir o que está acontecendo na cidade, com sua família e consigo mesmo. Visto que ambas precisam encontrar respostas para perguntas que beiram a insanidade, apenas para poderem voltar à rotina e se reaproximar do filho.
O problema dessa jornada é que buscar pelo desconhecido pode ser extremamente perigoso, principalmente quando as pessoas de Night Vale são encorajadas a não pensar e não questionar nada. Então, o que parece simples pode não ser, posto que o destino dessa cidade inteira está nas mãos de duas pessoas completamente diferentes.

Opinião:
Eu nunca havia lido nenhum livro do tipo, que além de ter todas as teorias juntas (alienígenas, anjos, agências misteriosas etc) possui três pontos de vista, pois além da Jackie e da Diane, no decorrer da história temos um terceiro narrador que narra o que acontece nessa cidade maluca e diferente.
Todos os personagens foram bem construídos e bem trabalhados, nos mostrando a evolução de cada um e como suas diferenças só implicam em uma história ainda melhor para se acompanhar.
A escrita é fluente e é quase imperceptível o fato de o livro ter sido escrito por duas pessoas de diferentes opiniões, que justamente por esse motivo, torna-se nítido as inúmeras críticas que podemos trazer para a realidade.
Toda a história gira em torno de um único mistério, embora em volta dele hajam outros problemas e outras coisas que nos fazem refletir e questionar e que, inclusive, eu gostaria de saber mais sobre. Mas, o fato de só haver um alvo, facilita a compreensão da caminhada de ambas protagonistas e o porquê de fazerem tantas maluquices para se verem livres e relaxadas.
Para finalizar, quero dizer que não é um livro leve no quesito clichê ou leitura de verão, posto que ler sobre tantas criaturas torna a leitura um pouco pesada para que seja algo rápido e leve. Porém, esse fator não é algo negativo, pois às vezes precisamos de uma leitura que nos faça pensar.

Frases:
“A busca pela verdade nos leva a lugares perigosos.”
“Às vezes, as únicas coisas das quais podemos ter certeza são as que sentimos.”
“Nenhum de nós sabe o que quer fazer da vida quando se tem essa idade.”



Resenha:
Marjane Satrapi nasceu e cresceu no Irã e, sendo filha de pais ativistas, a garota cresceu estudando e aprendendo sobre filosofia e sociologia. Entretanto, sua infância e adolescência não foram só estudos e brincadeiras, visto que enquanto crescia, a guerra evoluía junto com ela, mostrando os lados extremistas de uma religião que inicialmente ela desejava ser profeta.
Dessa forma, Marjane que antes brincava e estudava com meninos e usava o cabelo solto, teve sua inocência retirada a força. Porém, nessa época, Marjane já sabia no que acreditava e, portanto, se entregou a suas ideologias e ao punk rock.
Na música, a garota encontrou refúgio e esperança, pois nessa época, muitos cantores expressavam suas angústias em suas letras. Todavia,
devido ao comportamento rebelde de Marjane contra o governo e principalmente para sua proteção, a adolescente foi enviada para Europa, a fim de estudar e ter uma vida melhor.
O problema não estava em deixar Marjane sozinha, mas sim em a mesma sentir-se sozinha e, quando uma garota estrangeira é submetida à solidão, existem muitas coisas que ela pode fazer para que esse sentimento vá embora, mesmo que isso signifique abandonar sua integridade e esquecer sua religião.
Por tudo isso e após um término de relacionamento brusco, Marjane decide voltar ao seu país de origem para tentar recomeçar sua vida. Pois, os destroços da guerra ainda estão presentes, mas o mais importante: sua família também.

Opinião:
Eu já havia lido a HQ quando era mais nova e, agora que foi pedido em aula, resolvi reler para analisar a história com outros olhos e opiniões. Justamente nessa segunda leitura, percebi detalhes que antes não havia notado, como a inocência reluzente e a revolta feroz da personagem principal em paralelos constantemente na história.
Todavia, acredito que o mais importante seja o fato de a Graphic Novel ser uma biografia, ou seja, tudo é real, tornando cada detalhe ainda mais especial e importante na historia literária e na cultura Mundial.
Embora eu não possa falar muito sobre a história por medo de dar spoiler, eu recomendo fortemente que todos leiam, afinal é um livro barato (considerando sua riqueza intelectual e histórica) e muito e muito bom que merece estar em tidas as prateleiras do Universo. Sem contar com o bônus de as ilustrações terem sido feitas pela própria Marjane Satrapi.

Frases:


Autor(a): Marjane Satrapi
Editora: Grupo Companhia das Letras
Páginas: 352
Compre Online: Submarino | Amazon
Eu espero que vocês tenham gostado da resenha e que me contem o que mais gostaram do livro ou se pretendem ler (e amar).

Resenha:
Jonas foi criado dentro de um lar problemático, onde sua mãe extremamente religiosa tem que conviver com um pai ignorante e bêbado e onde ele precisa esconder seus gostos e opções por medo da reação de ambos. Dessa forma, para ganhar algum dinheiro e ter a oportunidade de um dia dar um jeito na sua vida, Jonas se desloca todo dia de Santo André até São Paulo para trabalhar em uma cafeteria ao lado de uma amiga simpática que lhe faz rir todos os dias.
E, para de distrair, Jonas costuma colocar sorrisos nos copos dos garotos que ele acha bonito. Até que um dia, aparece um garoto que ele nunca havia visto e que lhe dá tanta inspiração que é preciso escrever um livro. Ou seja, Jonas tem um crush a primeira vista que, na sua mente, ele é chamado Barba Ruiva. Entretanto, o que parecia impossível acontece.
Ao ir com os amigos em uma balada no carnaval, ele reencontra o Barba Ruiva sozinho e desamparado e é ali que ele vê sua chance de viver um amor lindo e intenso acontecer. Porém, depois de passarem a noite juntos, uma amiga de Jonas precisa ir para o hospital e, infelizmente, ele precisa se separar de seu par sem ao menos ter dado seu número de telefone.
Depois de um tempo, quando tudo parece perdido e Jonas volta a desacreditar que esse Pirata bonitão iria querê-lo, sua amiga e colega de trabalho faz o que qualquer cupida na situação dela faria, dá o número de telefone do amigo assim que ela encontra o Barba Ruiva.
Agora, apaixonado, feliz, escrevendo o que sempre quis e convivendo com amigos incríveis, Jonas precisa fazer uma escolha entre suas duas vidas duplas. O problema é que ele não esperava que essa escolha seria tirada dele, sem ao menos ter uma chance de se explicar.


Opinião:
Esse foi o primeiro livro do autor que eu tive oportunidade de ler, pois por mais que já tivesse lido algumas coisas (como o conto de natal), eu ainda não havia lido algo de fato. Então, quando a Bienal do Livro chegou e eu vi que além de estar com um ótimo preço, eu ganharia brindes e um autógrafo, precisei comprar. E embora eu tenha comprado por causa de vários fatores aleatórios, eu não me arrependi em nem um segundo enquanto estava lendo.
Um Milhão de Finais Felizes fala sobre um assunto que eu, particularmente, não sou perita no assunto. Afinal, é aquela velha história de “você nunca sabe o que o outro está passando” e, realmente, eu não fazia ideia do quão profundo a situação era até ler sobre. Esse é o primeiro livro com a temática LGBTQ que eu leio e que mostra vários lados e personalidades diferentes sobre o assunto.
O protagonista é um garoto que evoluiu muito no passar das páginas e isso se torna extremamente notório quando lemos sobre seus relacionamentos e desenvolvimento pessoal. Ele passa por problemas que são reais e que nos faz ter vontade de abraçá-lo e dizer que vai ficar tudo bem. Por isso, fiquei muito feliz em ler que a segunda família do personagem fez isso por mim, inclusive, ao acompanharmos os problemas dos personagens secundários, quis guardar todos em um potinho para ninguém machucá-los.
A história é repleta de temáticas importantes, mas que são tratadas com cuidado e carinho pelo autor. A escrita dele é maravilhosa, pois flui de uma forma leve e curiosa, de forma que eu terminei o livro em apenas 2 dias. Essa história realmente merece ser lida por todos, incluindo aqueles que fazem parte ou não da comunidade LGBTQ.

Frases:
“Acho que o grande problema é que eu leio demais. Fico fantasiando sobre como as coisas podem acontecer comigo de um jeito mágico e orquestrado pelo universo.”
“A felicidade não dura para sempre. Você precisa aproveitar enquanto ela esta aqui.”


Apoiar a literatura nacional é de extrema importância, principalmente nesse momento caótico que nosso país se encontra. E, o fator de o Vitor Martins ter uma escrita incrível e ser uma pessoa extremamente gentil só fortalece o fator de termos que nos ajudar. Então, assim que você tiver uma oportunidade, não deixe de ler, o livro não é caro e essa história merece ser contada!

Resenha:
Após encontrarem celulares nas bolsas de cinco alunos que não deveriam estar usando o telefone, os mesmos precisam ir para a detenção e, por ironia do destino, quatro deles são a personificação dos esteriótipos escolares: a nerd, o delinquente, o esportista e a princesa. Entretanto, um deles não se encaixa em nenhum desses padrões, principalmente por possuir um aplicativo de fofoca onde ele expões segredos que os estudantes jamais queriam que fossem revelados.
Justamente nessa tarde incomum um acidente acontece com Simon, o criador do aplicativo. Enquanto uma batida de carro ocorre do lado de fora e a garrafa d’água de Simon some, ele decide ingerir água do próprio local onde estão, é aí que as coisas começam a piorar. De repente, o garoto alérgico a amendoim começa a ter o choque anafilático que o leva a morte, mesmo com os outros quatro adolescentes tentando desesperadamente ajudá-lo.
Passado alguns dias, a policia começa a investigar o que possivelmente foi um assassinato, afinal o óleo de amendoim foi colocado propositalmente no copo de água de Simon. E, obviamente,
os suspeitos mais importantes são os únicos em que estiveram na sala enquanto toda a situação se desenrolava e que, por coincidência estavam escondendo segredos que Simon havia descoberto antes de morrer. Em meio a depoimentos, fuga da mídia e isolamento social, os quatro segredos vem à tona, deixando os adolescentes com vergonha de seus atos e sentindo vergonha de si mesmos e, quando ninguém mais te entende além de quem está passando pela mesma situação que você, se juntar a eles seria uma boa opção?
No meio de tanta confusão passamos a entender que esses jovens são mais do que seus esteriótipos, inclusive são mais do que qualquer um pode ver e que, na verdade, eles só possuíam esses segredos por medo da pressão externa que sofreriam caso os revelassem. E é exatamente por isso que eles são os principais suspeitos, principalmente por sabermos que um deles está mentindo.

Opinião:
Antes de ler o livro eu fui procurar algumas resenhas, mas quando eu comecei a leitura percebi que o que eu estava sentindo não tinha nada a ver com o que as outras leitoras haviam exposto. Visto que eu só passei a entender e ligar os pontos quando o livro já passava de 70%, ou seja, eu demorei para saber quem estava mentindo e o porquê.
Por isso, eu achei o livro incrível e dei 5/5 no Skoob, posto que a história foi bem escrita e construída, abordando diversos assuntos, como relacionamento abusivo, homossexualidade, depressão e outros, de forma que o leitor pudesse ser alertado de forma natural. Aliás, todos os personagens possuem histórias fortes que nos tocam de várias formas diferentes e que nos faz achar impossível que um deles tenha matado Simon.
Outro ponto importante é a alteração dos pontos de vista no decorrer dos dias datados embaixo de cada nome. No geral, eu odeio alteração de ponto de vista porque acaba se tornando repetitivo e cansativo ler sobre a mesma coisa, mas em Um de Nós Está Mentindo, essa abordagem foi feita de forma diferente, posto que os personagens quase nunca passavam muito tempo juntos e que a história de cada um era diferente da outra, sendo ligados apenas pela suspeita de assassinato. E, como eu mencionei, os dias estavam datados, o que nos dava uma sensação de localização.

Frases:
“Há coisas que são impossíveis de serem desfeitas, não importa o tamanho das boas intenções.”
“Agora eis o dever de casa: liguem os pontos. Será que está todo mundo mancomunado ou alguém está no controle? Quem é o manipulador e quem são as marionetes? Vou dar uma pista para vocês começarem: todo mundo está mentindo.Valendo!”


Autor(a): Karen M. McManus
Editora: Galera
Páginas: 384
Compre Online: Submarino | Amazon
Eu recomendo fortemente que todos leiam esse livro, afinal ele possui muitos gêneros inclusos e o principal deles nos faz não conseguir para de ler!
Espero que tenham gostado da resenha e peço que se souberem de mais livros nesse estilo, me contem aí nos comentários. Preciso urgentemente de mais leituras como essa!
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